Por mais greves que eles façam, e por mais tempo que se perca em bilheteiras, transbordos, carregar a mala e o PC de um lado para o outro (escada acima, escada abaixo, para dentro do autocarro...), a minha opinião não muda: eu ADORO andar de comboio. Acho fantástico ir sentadinha numa cadeira tipo sofá, e saber que durante a próxima hora e meia não vou ter que fazer mais nada do que simplesmente apreciar a paisagem. E então em situações como esta, com os Muse por banda sonora e a perspectiva de encontrar a minha cara-metade no fim da linha, a minha inspiração sobe aos píncaros, e o que começou por ser um parágrafo de meia dúzia de linhas e letra muito direitinha-, acabou por se transformar em quatro páginas todas rabiscadas, mas a abarrotar de ideias.
Apesar de saber perfeitamente que de carro chegaria ao meu destino em metade do tempo, a viagem de comboio dá-me tempo para pôr as ideias em ordem, e para acalmar o corpo e a mente depois de um dia de trabalho intenso. Ainda por cima, com um pôr do sol LINDO como este, que apesar de ter visto só num relance, por entre as casas, me deixou logo mais bem disposta. Sinto um laivo de esperança a brotar-me no peito e uma nova multidão de borboletas no estômago, como se o meu corpo estivesse finalmente a reagir a tudo o que se está a passar à minha volta, a toda esta "crise" que estou a atravessar (e não me refiro à crise do nosso País, mas à crise na minha vida), e algo me diz que vou arranjar forças para ultrapassar esta fase e vencer todos os obstáculos...
Apesar de saber perfeitamente que de carro chegaria ao meu destino em metade do tempo, a viagem de comboio dá-me tempo para pôr as ideias em ordem, e para acalmar o corpo e a mente depois de um dia de trabalho intenso. Ainda por cima, com um pôr do sol LINDO como este, que apesar de ter visto só num relance, por entre as casas, me deixou logo mais bem disposta. Sinto um laivo de esperança a brotar-me no peito e uma nova multidão de borboletas no estômago, como se o meu corpo estivesse finalmente a reagir a tudo o que se está a passar à minha volta, a toda esta "crise" que estou a atravessar (e não me refiro à crise do nosso País, mas à crise na minha vida), e algo me diz que vou arranjar forças para ultrapassar esta fase e vencer todos os obstáculos...
(...)
Como se pode verificar, perdi completamente o fio à meada, mas como o comboio está a chegar ao fim da linha, e a caneta parece estar a acabar, ficou tudo em sintonia...
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